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🏥 Saúde media

Displasia coxofemoral em cães

A displasia coxofemoral é a doença ortopédica hereditária mais comum em cães de médio e grande porte. Consiste em uma malformação da articulação do quadril, onde a cabeça do fêmur não se encaixa perfeitamente no acetábulo, causando frouxidão articular, dor crônica e desenvolvimento de artrose. Afeta ambos os quadris na maioria dos casos.

Idade típica6 meses a 2 anos
Gravidademedia
Ir ao vetAo primeiro sinal de manqueira
⚠️ Importante: Nunca ignore manqueira em cão jovem. A displasia diagnosticada cedo tem tratamento infinitamente mais eficaz que quando descoberta na fase de artrose avançada.

🚦 Triagem de urgência: sinal amarelo vs vermelho

🟡 Sinal amarelo — monitorar / vet em 24-72h

  • dificuldade em levantar / rejeitar escadas / manqueira intermitente

🔴 Sinal vermelho — emergência AGORA

  • dor severa / recusa de andar / grito ao mover

Sinais precoces (fique atento se seu cão)

  • Tem dificuldade para levantar após dormir
  • Faz som ao subir escada ou pular no sofá
  • Anda com o traseiro balançando (marcha de coelho)
  • Cansa rápido em brincadeiras que antes durava horas
  • Fica sentado de forma anormal (uma perna esticada de lado)
  • Perde massa muscular nas coxas

Raças mais afetadas

RaçaPrevalênciaIdade típica de diagnóstico
Bulldog Inglês70%6-18 meses
São Bernardo45%6-18 meses
Golden Retriever20%1-3 anos
Labrador Retriever12%1-3 anos
Pastor Alemão20%6 meses-2 anos
Rottweiler22%6 meses-2 anos

Diagnóstico

O diagnóstico definitivo é feito por radiografia sob sedação leve. O padrão-ouro internacional é a certificação OFA (Orthopedic Foundation for Animals) que classifica em: Excelente, Bom, Regular, Borderline, Leve, Moderado, Severo.

  • Radiografia ventrodorsal com quadris estendidos (obrigatória)
  • Método PennHIP (mede frouxidão articular precoce, pode ser feito a partir dos 4 meses)
  • Exame ortopédico manual (teste de Ortolani)

Tratamento

Depende da idade, grau da displasia e sintomas. Não existe cura, mas há muitas formas de garantir qualidade de vida.

GrauIdadeTratamento indicado
LeveQualquerControle de peso, condroprotetores, natação
ModeradoAté 10 mesesSinfisiodese púbica juvenil (cirurgia preventiva)
Moderado a severoAdultoOsteotomia tríplice pélvica (TPO)
Severo com artroseAdultoPrótese total de quadril ou excisão da cabeça femoral

Prevenção

A prevenção começa antes mesmo do nascimento do filhote.

  • Exigir laudo OFA/PennHIP dos pais antes de comprar filhote
  • Manter peso ideal do cão ao longo da vida
  • Evitar exercício de impacto (pular escada) até 12 meses
  • Suplementar com condroprotetores após 5 anos (glucosamina, condroitina)
  • Preferir superfícies não escorregadias em casa

Perguntas Frequentes

Qual a idade certa para o exame de displasia?

Radiografia padrão OFA: a partir de 24 meses. PennHIP: a partir de 4 meses. Se o cão apresentar sintomas, exame imediato independente da idade.

Cão com displasia pode viver bem?

Sim. Com controle de peso, atividade adequada, suplementação e acompanhamento vet regular, cães com displasia leve a moderada vivem uma vida praticamente normal.

Cirurgia sempre é necessária?

Não. Cerca de 60% dos casos são controlados com tratamento conservador (peso, exercício adequado, medicação). Cirurgia é indicada quando há dor persistente ou perda funcional.

Filhote de pais sem displasia pode ter?

Sim, mas o risco é muito menor. A displasia tem componente genético forte mas não é 100% hereditária — nutrição, exercício e peso durante o crescimento também influenciam.

Quanto custa uma cirurgia de displasia?

No Brasil, TPO (osteotomia tríplice pélvica): R$ 8.000 a R$ 15.000. Prótese total de quadril: R$ 15.000 a R$ 30.000 por quadril. Valores variam por cidade e complexidade.

Ecossistema completo — Displasia coxofemoral

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